INFRAESTRUTURA

Governo inicia desapropriação para obras de acesso ao Morro de Santo Antônio

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O Governo de Mato Grosso começou os procedimentos para desapropriar 13 imóveis localizados ao longo da estrada que leva ao Morro de Santo Antônio, em Santo Antônio de Leverger. A medida integra o projeto de melhoria do acesso ao local, considerado um dos principais atrativos turísticos do estado.

A autorização para as desapropriações foi oficializada por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 27 de maio. Apesar disso, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informou que ainda não há previsão para a desocupação das áreas envolvidas.

Neste momento, o processo está concentrado na avaliação dos imóveis, etapa necessária para definir os valores das indenizações que serão oferecidas aos proprietários. Após a conclusão dessa análise, os donos dos terrenos serão notificados e terão 15 dias corridos para manifestar concordância ou apresentar contestação à proposta do Estado.

As áreas atingidas somam aproximadamente 18,3 mil metros quadrados. Conforme o decreto estadual, os imóveis foram declarados de utilidade pública para permitir a execução das obras previstas no projeto viário.

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A intervenção contempla a implantação de estruturas necessárias para a pavimentação da estrada de acesso ao morro, incluindo pista de tráfego, acostamentos, curvas e demais adequações previstas para a melhoria da circulação de veículos na região.

A Sinfra e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT) serão responsáveis pela condução dos processos administrativos e jurídicos relacionados às desapropriações.

O Morro de Santo Antônio segue fechado para visitação desde janeiro de 2025. A suspensão ocorreu para possibilitar a execução das obras de infraestrutura e dos serviços voltados à organização do uso público e à adequação das trilhas existentes na unidade de conservação.

As intervenções no local foram alvo de discussão judicial após o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) solicitar a paralisação dos trabalhos. O pedido foi motivado por uma vistoria que apontou indícios de erosão e possíveis impactos ambientais na área.

Entretanto, em março deste ano, a Justiça revogou a decisão que havia suspendido as obras, permitindo a continuidade dos serviços.

Desde então, os trabalhos seguem em andamento, enquanto o acesso ao Morro de Santo Antônio permanece restrito até a conclusão das melhorias previstas pelo governo estadual.

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CIDADES

ALMT aprova projeto de Diego Guimarães que impõe rigor e transparência em mudanças de rodovias

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em segunda votação, o Projeto de Lei nº 1431/2024, que estabelece critérios rígidos e ampla publicidade para qualquer alteração nos traçados de rodovias estaduais historicamente consolidadas. A proposta, de autoria do deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), visa extinguir o que o parlamentar classifica como um modelo de deliberação “semi-secreto” e vulnerável a interesses particulares.

O texto aprovado no dia 20 de maio surge como uma resposta direta à atual Instrução Técnica nº 001/2022 da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Segundo a justificativa do projeto, a norma vigente permite que mudanças estruturais em estradas sejam iniciadas por entidades sem critérios claros de representatividade, sem consulta popular efetiva ou análise profunda de impactos sociais e patrimoniais.

“Mudar o traçado de uma estrada mexe profundamente com a economia local, com o valor das terras e com a vida de comunidades inteiras. O cidadão precisa e deve ser ouvido”, defendeu Diego Guimarães. O parlamentar alerta que, sob as regras atuais, é possível que uma associação recém-criada proponha a mudança de uma via sem o devido controle social, expondo o interesse público a riscos desnecessários.

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Com a nova legislação, qualquer alteração dependerá de lei de iniciativa parlamentar ou do Poder Executivo, com exceção apenas para trechos inferiores a 500 metros motivados por questões técnicas ou ambientais. Para casos maiores, o projeto exige a comprovação simultânea de redução de impactos ambientais, maior economicidade, vantagens reais para a comunidade e redução da distância entre os municípios.

O projeto também estabelece um “check-list” rigoroso para os processos, incluindo estimativa de custos, dotação orçamentária para desapropriações, proposta de indenização aos impactados e a obrigatoriedade de notificação prévia de todos os proprietários de terras atingidos. Além disso, o novo marco legal impõe a realização de audiências públicas com ampla divulgação em jornais físicos e virtuais antes de qualquer votação no Parlamento.

A matéria segue agora para a sanção do governador Mauro Mendes. Caso entre em vigor, todas as propostas de alteração de traçados pendentes que não cumprirem os novos requisitos de transparência e rigor técnico serão arquivadas automaticamente para adequação.

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