COMBATE AO TRÁFICO

Polícia fecha laboratório de cocaína e apreende 20 kg da droga em MT

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Um homem de 37 anos foi preso em flagrante durante uma operação da Polícia Civil que desmantelou um laboratório clandestino de refino de drogas no bairro Jardim Nova Era, em Rondonópolis. No imóvel, os investigadores apreenderam aproximadamente 20 quilos de cocaína de alta pureza, além de materiais utilizados na preparação e adulteração do entorpecente.

Durante as buscas, os policiais também encontraram R$ 3.674 em dinheiro, equipamentos empregados no processamento da droga e um veículo VW Voyage cinza.

A descoberta ocorreu durante o aprofundamento das investigações da Operação Imperium, lançada em fevereiro deste ano para apurar a atuação financeira e patrimonial de uma organização criminosa com ramificações em Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Civil, o laboratório seria administrado por um dos principais investigados da operação, conhecido pelo apelido de “Vovózona”. O espaço funcionava como ponto de preparação eadulteração da cocaína antes da distribuição para o mercado ilegal.

As investigações apontam que a droga era misturada a substâncias como cafeína e tetracaína, procedimento utilizado para aumentar o volume do produto e elevar os lucros obtidos pelo grupo criminoso.

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A ação foi conduzida por equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Com a operação, a Polícia Civil afirma ter interrompido as atividades do laboratório e avançado nas investigações contra a organização criminosa.

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CIDADES

ALMT aprova projeto de Diego Guimarães que impõe rigor e transparência em mudanças de rodovias

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em segunda votação, o Projeto de Lei nº 1431/2024, que estabelece critérios rígidos e ampla publicidade para qualquer alteração nos traçados de rodovias estaduais historicamente consolidadas. A proposta, de autoria do deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), visa extinguir o que o parlamentar classifica como um modelo de deliberação “semi-secreto” e vulnerável a interesses particulares.

O texto aprovado no dia 20 de maio surge como uma resposta direta à atual Instrução Técnica nº 001/2022 da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Segundo a justificativa do projeto, a norma vigente permite que mudanças estruturais em estradas sejam iniciadas por entidades sem critérios claros de representatividade, sem consulta popular efetiva ou análise profunda de impactos sociais e patrimoniais.

“Mudar o traçado de uma estrada mexe profundamente com a economia local, com o valor das terras e com a vida de comunidades inteiras. O cidadão precisa e deve ser ouvido”, defendeu Diego Guimarães. O parlamentar alerta que, sob as regras atuais, é possível que uma associação recém-criada proponha a mudança de uma via sem o devido controle social, expondo o interesse público a riscos desnecessários.

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Com a nova legislação, qualquer alteração dependerá de lei de iniciativa parlamentar ou do Poder Executivo, com exceção apenas para trechos inferiores a 500 metros motivados por questões técnicas ou ambientais. Para casos maiores, o projeto exige a comprovação simultânea de redução de impactos ambientais, maior economicidade, vantagens reais para a comunidade e redução da distância entre os municípios.

O projeto também estabelece um “check-list” rigoroso para os processos, incluindo estimativa de custos, dotação orçamentária para desapropriações, proposta de indenização aos impactados e a obrigatoriedade de notificação prévia de todos os proprietários de terras atingidos. Além disso, o novo marco legal impõe a realização de audiências públicas com ampla divulgação em jornais físicos e virtuais antes de qualquer votação no Parlamento.

A matéria segue agora para a sanção do governador Mauro Mendes. Caso entre em vigor, todas as propostas de alteração de traçados pendentes que não cumprirem os novos requisitos de transparência e rigor técnico serão arquivadas automaticamente para adequação.

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