23 A 25 DE SETEMBRO

Professores e alunos de Jornalismo da UFMT paralisam atividades por três dias

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Professores e estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no campus de Cuiabá, aprovaram a paralisação das atividades acadêmicas por três dias, entre 23 e 25 de setembro. A decisão foi tomada durante assembleia geral realizada no último dia 8.

A suspensão foi aprovada por ampla maioria, com 46 votos favoráveis e quatro contrários. Durante os três dias, a comunidade acadêmica pretende promover ações para chamar a atenção da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) para a tramitação do novo Projeto Pedagógico do Curso (PPC).

Segundo informações apresentadas na assembleia, o documento está em análise desde 2023. Professores e alunos defendem que o PPC seja liberado pela Proeg para votação no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) em tempo hábil para que a nova matriz curricular possa ser implementada em 2027.

Um dos pontos que têm dificultado o avanço do projeto envolve a oferta de inglês e espanhol. Conforme o curso, a Proeg entende que o novo PPC deveria incluir os dois idiomas como disciplinas obrigatórias para atender às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de Jornalismo.

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A coordenação e os docentes do curso, porém, têm entendimento diferente sobre a exigência. Ainda assim, em dezembro de 2025, foi solicitado ao Instituto de Linguagens (IL) que disponibilizasse professores para atender à eventual inclusão das disciplinas na nova matriz. O pedido, segundo as informações apresentadas pela comunidade acadêmica, foi negado.

Com a negativa, o curso argumenta que a universidade não dispõe atualmente das condições necessárias para oferecer os dois componentes curriculares de maneira obrigatória. A expectativa era de que, diante dessa situação, o PPC pudesse seguir para apreciação do Consepe.

A comunidade acadêmica afirma, no entanto, que a Proeg decidiu realizar nova consulta ao Instituto de Linguagens mais de seis meses depois da solicitação feita pelo próprio curso, o que teria prolongado a tramitação.

Para sustentar seu posicionamento, o curso realizou um levantamento envolvendo 27 instituições públicas de ensino superior, sendo 26 universidades federais e uma estadual.

Segundo o levantamento apresentado, apenas o curso de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) mantém inglês e espanhol como componentes curriculares obrigatórios.

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Na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e na Universidade Estadual Paulista (Unesp), somente o inglês seria obrigatório. Nas demais instituições consultadas, os idiomas aparecem como disciplinas optativas, atividades complementares ou ações de extensão. Na UFMT, atualmente, inglês e espanhol são oferecidos como optativas.

Professores e estudantes argumentam que a demora na aprovação do novo PPC compromete a atualização da formação oferecida pelo curso. Para a comunidade acadêmica, a reformulação curricular é necessária para adequar a graduação às atuais demandas profissionais e de pesquisa no Jornalismo.

Diante do impasse, a assembleia decidiu suspender as atividades entre os dias 23 e 25 de setembro e promover mobilizações para cobrar o encaminhamento do projeto ao Consepe. O objetivo é garantir que, caso aprovado nas instâncias competentes, o novo currículo possa entrar em vigor a partir de 2027.

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CIDADES

Falta de médicos leva CRM a interditar UTI Pediátrica e Neonatal em Várzea Grande

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A UTI Pediátrica e Neonatal do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG) foi parcialmente interditada nesta terça-feira (22) por determinação do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT). A medida foi adotada após o órgão identificar problemas relacionados à quantidade de médicos disponíveis para garantir o funcionamento do setor.

Com a interdição, a unidade fica impedida de receber novos pacientes na UTI Pediátrica e Neonatal enquanto as exigências estabelecidas pelo conselho não forem atendidas. Os pacientes que já estão internados continuam recebendo assistência.

A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande informou, por meio de nota, que a escala médica de setembro já foi regularizada e encaminhada ao CRM-MT. Segundo a pasta, 10 médicos atuam atualmente no setor, e outros três profissionais estão em processo de contratação.

A ampliação da equipe, conforme o município, pretende reforçar a escala e garantir cobertura durante férias, afastamentos e outras situações que possam provocar redução no número de profissionais disponíveis.

Atualmente, sete pacientes permanecem internados na UTI e, segundo a Secretaria de Saúde, continuam sendo acompanhados normalmente pela equipe médica.

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“A interdição parcial não compromete a assistência aos pacientes que já estão internados na unidade. Atualmente, a UTI conta com sete pacientes, que permanecem sob acompanhamento e cuidados da equipe médica”, informou a prefeitura.

O município acrescentou que, caso surja a necessidade de internação de um novo paciente enquanto a restrição estiver vigente, a direção do hospital deverá buscar atendimento por meio da Central de Regulação do Estado.

Segundo o CRM-MT, a decisão ocorreu após uma fiscalização realizada em 15 de setembro. Durante a vistoria, o conselho constatou que problemas identificados anteriormente, em uma inspeção realizada em agosto, ainda não haviam sido solucionados.

Após a primeira fiscalização, o município recebeu prazo de cinco dias para adotar as providências necessárias. Diante da permanência das irregularidades apontadas, o conselho determinou a interdição parcial.

O CRM-MT informou que a medida será implementada gradualmente, considerando a complexidade do serviço. O município deverá regularizar a escala médica e comprovar que o setor reúne condições para funcionar de forma segura. Dependendo da situação, também poderá ser necessária a transferência de pacientes.

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O conselho ressaltou que a interdição tem caráter preventivo e não significa a suspensão dos cuidados prestados às crianças e recém-nascidos que já estão internados.

A restrição permanecerá válida até que o município comprove o cumprimento das exigências e as condições necessárias para o funcionamento seguro da UTI Pediátrica e Neonatal.

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