MÃE DORMIU

Recém-nascida morre asfixiada enquanto era amamentada pela mãe em MT

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Uma bebê de apenas 16 dias morreu asfixiada durante a madrugada deste sábado (29) no município de Pontes e Lacerda (448 km de Cuiabá), enquanto era amamentada pela mãe, que relatou ter adormecido de exaustão.

Segundo relato da mãe à Polícia Civil, por volta de 1h30 da manhã, ela se deitou para amamentar a filha, como fazia regularmente. Exausta, acabou pegando no sono com a bebê ainda no seio.

Por volta das 4h30, ela acordou e percebeu que a filha não respirava mais e apresentava sinais de morte. Desesperada, chamou o marido e ambos correram com a criança até a Santa Casa de Pontes e Lacerda, onde os profissionais de saúde constataram o óbito.

A mulher acredita que a filha pode ter sido asfixiada pelo próprio seio, o que teria obstruído as vias respiratórias da recém-nascida durante o sono.

A Polícia Civil informou que não foram encontradas marcas de violência ou sinais de maus-tratos, e o caso foi registrado como morte acidental. A Polícia Técnica (Politec) deve analisar o corpo da bebê para confirmar a causa da morte.

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A Delegacia de Polícia de Pontes e Lacerda acompanha o caso. O corpo da bebê passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) da cidade, e o laudo deverá confirmar se houve asfixia mecânica acidental.

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MPF aciona Justiça após suspeita de lavagem de R$ 18,4 bilhões em ouro ilegal na Amazônia

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O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação na Justiça contra a Agência Nacional de Mineração (ANM) após um relatório do Greenpeace Brasil apontar indícios de que autorizações de garimpo em Mato Grosso, Pará e Rondônia estariam sendo utilizadas para dar aparência de legalidade ao ouro extraído de forma ilegal na Amazônia. Segundo o estudo, o esquema teria movimentado 25,3 toneladas de ouro, avaliadas em aproximadamente R$ 18,4 bilhões, entre 2018 e março de 2026.

A ação foi protocolada pelo procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha, que sustenta que a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), criada para autorizar a exploração de jazidas de pequeno porte, passou a ser utilizada como mecanismo para “esquentar” ouro retirado ilegalmente de terras indígenas e unidades de conservação.

O caso teve como base o relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”, elaborado pelo Greenpeace Brasil e encaminhado ao MPF. O levantamento identificou indícios de irregularidades em 98 Permissões de Lavra Garimpeira, pertencentes a 20 titulares distribuídos nos três estados. De acordo com o documento, essas autorizações concentraram 97% de todo o ouro declarado nos 187 processos minerários analisados pela organização.

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Na ação, o Ministério Público aponta falhas estruturais na atuação da Agência Nacional de Mineração. Entre elas estão a ausência de critérios técnicos mais rigorosos para concessão das permissões, a deficiência na fiscalização de áreas que registram elevada produção sem evidências de atividade minerária — os chamados “garimpos fantasmas” — e a tolerância à operação conjunta de diversas permissões como se fossem um único empreendimento de grande porte, prática que, segundo o órgão, permite burlar os limites legais e ambientais.

Diante desse cenário, o MPF pede que a Justiça obrigue a ANM a adotar uma série de medidas para reformular o sistema de controle. Entre os pedidos está a criação, em até 30 dias, de um grupo técnico responsável por revisar o regime das Permissões de Lavra Garimpeira.

O órgão também solicita que, no prazo de 60 dias, a agência implemente um programa nacional para revisar e suspender preventivamente todas as permissões que registraram recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), mas não apresentem comprovação física da atividade de mineração.

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Além disso, o Ministério Público requer que a ANM apresente, em até 120 dias, um estudo técnico que sirva de base para uma nova regulamentação das permissões de lavra garimpeira.

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