motivo torpe

Juri condena PM a 22 Anos por homicídio brutal em Bar de Cuiabá

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Na noite de quinta-feira, em uma decisão marcante para o judiciário de Cuiabá, o Tribunal do Júri condenou o policial militar Ítalo José de Souza Santos a uma pena de 22 anos de reclusão, em regime fechado, pelo homicídio qualificado de Rodrigo Gonçalves da Silva. O crime, ocorrido em julho de 2012, foi caracterizado por motivo torpe e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, detalhes que intensificaram a gravidade do caso.

O incidente teve lugar em um bar na Rua Primeiro de Março, onde, segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Ítalo e o co-réu Rafael Francisco de Almeida, que veio a falecer durante o processo, executaram a vítima a tiros. As investigações revelaram uma trama de animosidades preexistentes, envolvendo desavenças familiares e uma vingança ligada ao assassinato de um amigo próximo de Ítalo.

No fatídico dia, Rodrigo estava acompanhado pelo cunhado quando Ítalo, juntamente com Rafael, chegou ao local em uma motocicleta. Em um ato que demonstrou premeditação, Ítalo desmontou do veículo, retirou seu capacete e, sem hesitação, efetuou os disparos que tiraram a vida de Rodrigo.

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A sentença proferida também incluiu a perda imediata do cargo de policial militar de Ítalo, uma medida enfatizada pela acusação como fundamental para assegurar a justiça e a integridade da corporação. O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, que atuou no caso, destacou a importância do veredicto para reafirmar o compromisso do sistema judiciário com a ordem pública e o estado de direito.

Este julgamento ressalta o rigor da justiça mato-grossense no combate à criminalidade, especialmente aquela perpetrada por membros das forças de segurança, e reitera o princípio de que ninguém está acima da lei.

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Judiciário

Justiça decreta perda de cargo de investigador condenado por matar PM em Cuiabá após recurso do MP

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A Justiça de Mato Grosso acolheu, nesta segunda-feira (18), os embargos de declaração apresentados pelo Ministério Público Estadual (MPMT) e decretou a perda do cargo público do investigador da Polícia Civil Mario Wilson Vieira da Silva Gonçalves, condenado pelo Tribunal do Júri pelo homicídio do cabo da Polícia Militar Thiago de Souza Ruiz, morto a tiros dentro de uma conveniência em Cuiabá em abril de 2023. A decisão complementa a sentença do Júri Popular, proferida na quinta-feira (14), que havia condenado o réu a dois anos de detenção em regime aberto, mas deixou de analisar expressamente os efeitos extrapenais da condenação — entre eles, a perda da função pública.

O recurso foi protocolado pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, titular da 1ª Promotoria Criminal de Cuiabá e coordenador do Núcleo de Defesa da Vida da Capital. Na manifestação, o MPMT apontou omissão na sentença original, destacando que o próprio réu afirmou durante o interrogatório que atuava na condição de policial civil no momento dos fatos — o que indicaria possível abuso de poder ou violação de dever funcional. A instituição também ressaltou que a pena aplicada foi superior a um ano, requisito legal previsto no artigo 92 do Código Penal para a decretação da perda do cargo público.

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Ao analisar o pedido, o juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, reconheceu a omissão e acolheu os embargos para complementar a sentença, sem alterar a condenação já fixada pelo Conselho de Sentença. Na decisão, o magistrado destacou que as provas produzidas em plenário — incluindo depoimentos e imagens — evidenciaram que o acusado estava armado, sob efeito de bebida alcoólica e envolvido em uma situação de conflito, circunstâncias incompatíveis com os deveres do cargo público.

“A perda do cargo não é automática e depende de fundamentação específica, mas, no caso concreto, estão presentes os requisitos legais para sua aplicação”, consignou o juiz na sentença complementar. O magistrado destacou ainda que o réu vinculou sua conduta ao exercício da função policial, inclusive ao justificar que portava arma de fogo em razão do cargo e que tomou a arma da vítima sob o argumento de averiguação. Para o juiz, houve grave violação dos deveres funcionais, uma vez que o exercício da atividade policial exige equilíbrio, prudência e observância rigorosa da legalidade — requisitos que foram desrespeitados no episódio.

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O crime ocorreu na madrugada do dia 27 de abril de 2023, por volta das 3h30, em uma conveniência localizada na rua Estevão de Mendonça, no bairro Quilombo, em Cuiabá. Mario Wilson foi a júri popular e acabou condenado por homicídio culposo — quando não há intenção de matar. A família do cabo Thiago Ruiz, que acompanhou todo o julgamento, vinha cobrando a anulação do júri e classificou a sentença inicial como impunidade. Com a decisão desta segunda-feira, além da pena de dois anos de detenção em regime aberto, o investigador perde o cargo que ocupava na Polícia Civil de Mato Grosso.

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