Tribunal do juri

Mandante que encomendou morte da ex é condenado a mais de 30 anos de prisão em MT

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O réu Edualdo Moreira dos Santos foi condenado a 30 anos, dois meses e 20 dias de prisão em regime fechado pelo assassinato da ex-companheira Camila Brito da Silva e pela tentativa de homicídio contra Rômulo da Silva Conceição, namorado da vítima. O julgamento ocorreu na quarta-feira (11), no Tribunal do Júri de Lucas do Rio Verde, a 354 km de Cuiabá.

Durante a sessão, os jurados acataram integralmente a tese apresentada pelo promotor de Justiça Samuel Telles Costa. O Conselho de Sentença reconheceu que o crime contra Camila foi cometido com motivo torpe, dissimulação e uso de arma de fogo, além de ser caracterizado como feminicídio.

Já a tentativa de homicídio contra Rômulo também foi considerada qualificada pelos jurados, pelas circunstâncias de motivo torpe, dissimulação e utilização de arma de fogo.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu em novembro de 2023, na casa de Camila, localizada no bairro Jardim Primavera. Inconformado com o fim do relacionamento, Edualdo teria planejado o assassinato e contratado Pablo de Moraes para executar a ex-companheira e o atual namorado dela.

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No dia do crime, o executor se passou por entregador para atrair Camila até a porta da residência. Assim que ela saiu para atendê-lo, foi surpreendida por vários disparos de arma de fogo e morreu no local.

Ao ouvir os tiros, Rômulo tentou socorrer a namorada, mas também foi alvo dos disparos. Ele conseguiu sobreviver após se refugiar dentro da casa.

Após o ataque, o atirador fugiu e foi resgatado por Edualdo, que aguardava nas proximidades para dar apoio à fuga.

O processo foi desmembrado, já que o executor do crime segue foragido da Justiça. Apenas o mandante foi levado a julgamento até o momento.

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Judiciário

Defesa abandona plenário e júri de Carlinhos Bezerra é adiado

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Josi Dias/TJMT

O júri popular do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, marcado para a manhã desta terça-feira (21), foi adiado para o dia 31 de julho após os três advogados de defesa abandonarem o plenário do Fórum de Cuiabá. A decisão ocorreu depois que os defensores alegaram cerceamento de defesa em razão do prazo concedido para análise de novos documentos juntados ao processo.

Carlinhos Bezerra, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), responde pelo feminicídio da servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Thays Machado, e pelo homicídio do então namorado dela, William Moreno. O crime ocorreu em janeiro de 2023, em plena luz do dia, nas proximidades da Avenida do CPA, em Cuiabá.

Antes do início da sessão, o advogado Elson Marcelino afirmou que a defesa recebeu, apenas na última semana, um conjunto de arquivos com cerca de 109 gigabytes de dados, equivalentes a aproximadamente 2 mil páginas de documentos. Segundo ele, o prazo de apenas sete dias concedido pela Justiça para análise do material era insuficiente.

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O pedido de dilação do prazo foi inicialmente indeferido pela juíza Mônica Catarina Perri, o que levou os três advogados a deixarem o plenário.

Após a saída da defesa, o promotor Vinícius Gahyva, representante do Ministério Público de Mato Grosso, tentou convencer os advogados a permanecerem na sessão, mas não houve acordo para a continuidade do julgamento. Diante da possibilidade de futuros questionamentos sobre eventual prejuízo à defesa, o próprio Ministério Público concordou com o adiamento.

Com isso, a magistrada reviu a decisão e remarcou o júri popular para o dia 31 de julho.

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