FORAGIDA

“Angeliquinha”, apontada como chefe de facção em MT, é presa na Bolívia

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Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi presa nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ela estava foragida desde agosto de 2025 e é apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma facção criminosa com atuação no norte de Mato Grosso.

A captura ocorreu durante uma ação conjunta das polícias Civil de Mato Grosso e Boliviana. Segundo as autoridades, Angeliquinha acumula condenações que, somadas, ultrapassam 260 anos de prisão e tinha seis mandados de prisão em aberto expedidos em 2026.

As investigações da Polícia Civil apontam que ela exercia influência sobre atividades criminosas principalmente em Alta Floresta e municípios da região. Entre as práticas atribuídas ao grupo estão tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilegais em áreas de garimpo.

Angeliquinha já possui condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa.

O nome da foragida também apareceu nas investigações que resultaram na Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil em março deste ano.

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A apuração alcançou familiares de Angeliquinha que, segundo os investigadores, teriam atuado na estrutura de apoio às atividades criminosas e na movimentação de recursos de suposta origem ilícita.

Entre os investigados estavam o pai, a filha e o genro dela. A Polícia Civil identificou movimentações financeiras superiores a R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses. Conforme a investigação, os valores seriam incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos.

A polícia também apura se empresas e outros negócios foram utilizados para conferir aparência de legalidade aos recursos movimentados.

Além das suspeitas relacionadas ao tráfico e às extorsões, o grupo é investigado por possível participação na exploração de garimpos irregulares nas regiões de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.

Angeliquinha era procurada desde 17 de agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Desde então, passou a ser alvo de buscas das forças de segurança.

A localização da foragida em território boliviano ocorreu após trabalho de inteligência e intercâmbio de informações entre autoridades dos dois países.

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A operação que resultou na prisão teve participação da Gerência de Combate ao Crime Organizado, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado e da Gerência Estadual de Polinter, além das forças policiais bolivianas.

Com a captura em Santa Cruz de la Sierra, as autoridades deverão agora realizar os procedimentos legais necessários para o retorno de Angeliquinha ao Brasil. Ela ficará à disposição da Justiça para o cumprimento das ordens judiciais existentes contra ela.

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POLÍCIA

Polícia mira grupo suspeito de lavar dinheiro do tráfico e bloqueia quase R$ 3 milhões

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Um grupo investigado por envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro foi alvo da Operação Corixo, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (23), na Região Metropolitana de Cuiabá. A ofensiva resultou no sequestro de quase R$ 3 milhões em patrimônio e no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão.

Durante as diligências, uma pessoa também foi presa em flagrante por tráfico de drogas.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo do Juízo das Garantias de Cuiabá. Além das buscas e das medidas patrimoniais, a Justiça autorizou a quebra do sigilo fiscal dos investigados para aprofundar o rastreamento da movimentação financeira do grupo.

A investigação teve início no ano passado, a partir de uma operação realizada contra um casal. Na ocasião, materiais foram apreendidos e posteriormente submetidos à análise dos investigadores.

A apuração desses dados revelou, segundo a Polícia Civil, movimentações financeiras consideradas incompatíveis com as atividades e rendimentos declarados pelos investigados. As transações levantaram suspeitas de que recursos provenientes do tráfico de drogas estariam sendo movimentados e ocultados por meio de operações financeiras.

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Com o aprofundamento das investigações, a polícia identificou outros possíveis integrantes do esquema e passou a mapear bens que teriam sido adquiridos ou mantidos com recursos de origem ilícita.

A Operação Corixo também concentrou esforços na estrutura financeira do grupo. Por determinação judicial, bens avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões foram sequestrados.

A medida busca impedir que o patrimônio apontado pela investigação como relacionado às atividades criminosas seja vendido, transferido ou utilizado pelos investigados durante o andamento do processo.

Até o momento, a Polícia Civil não detalhou individualmente quais bens foram atingidos pelas ordens judiciais nem os respectivos valores.

Os materiais recolhidos durante o cumprimento dos nove mandados serão analisados e poderão subsidiar novas etapas da investigação.

As apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, rastrear a origem e o destino dos recursos movimentados e localizar mais patrimônio que possa ter relação com o suposto esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

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