ALGUÉM TÁ GANHANDO

Lula critica preço do gás e anuncia benefício para famílias durante evento em MT

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Ricardo Stuckert/PR

Durante lançamento do programa Solo Vivo, neste sábado (24), no assentamento Santo Antônio da Fartura, em Campo Verde (MT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao preço do botijão de gás no país e anunciou que o governo federal prepara uma medida para reduzir o custo do produto para as famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).

Em tom de indignação, Lula questionou a diferença entre o preço de venda da Petrobras e o valor final pago pelos consumidores. “Um botijão de gás é vendido pela Petrobras às distribuidoras por R$ 37. Não tem explicação ele chegar na casa das pessoas a R$ 120, R$ 130 ou até R$ 140. Alguém está ganhando muito dinheiro com isso”, disparou o presidente.

Ao se dirigir ao governador Mauro Mendes (União), que estava presente no evento, Lula perguntou: “Governador, quanto custa o gás GLP aqui em Mato Grosso?”. A plateia respondeu aos gritos que o valor varia entre R$ 120 e R$ 140.

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Gás de graça para famílias do CadÚnico
Lula afirmou que o governo está finalizando uma proposta para beneficiar diretamente cerca de 22 milhões de famílias de baixa renda. “As pessoas que estiverem no CadÚnico não vão mais precisar pagar o botijão. Isso vai ser anunciado ainda este mês. É um compromisso nosso com quem mais precisa, porque não é justo o povo escolher entre comprar gás ou comprar comida”, garantiu.

Evento em Mato Grosso
A declaração foi feita durante o lançamento do programa federal Solo Vivo, que tem como foco a recuperação de solos degradados em propriedades da Agricultura Familiar. O projeto conta com um investimento inicial de R$ 43 milhões, com foco em Mato Grosso.

O evento, realizado no assentamento Santo Antônio da Fartura, contou com a presença de autoridades locais, lideranças de movimentos sociais, do governador Mauro Mendes e de agricultores familiares da região.

Governo de olho na cadeia do gás
O presidente voltou a criticar os lucros excessivos na cadeia de distribuição de gás e afirmou que o governo está monitorando os custos e os processos desde a saída do produto das refinarias até chegar às casas das famílias brasileiras.

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“Vamos fazer o que for preciso para garantir que o gás chegue barato na mesa de quem precisa. As pessoas pobres não podem continuar pagando esse preço absurdo”, reforçou Lula.

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Eleições 2026

Max mira votação recorde e diz que próximo mandato será o último na ALMT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), já projeta os próximos passos da carreira política e afirma que pretende encerrar seu ciclo no Legislativo estadual após mais um mandato. De olho em uma futura disputa majoritária, o parlamentar estabeleceu como meta superar os mais de 70 mil votos conquistados em 2022 e chegar, pelo menos, aos 71 mil nas eleições deste ano.

Para Russi, manter a trajetória de crescimento nas urnas será importante não apenas para a reeleição, mas também como demonstração de força política para os projetos que pretende construir nos próximos anos.

O deputado relembrou que sua votação aumentou ao longo da carreira, desde a primeira eleição para vereador até chegar à presidência da Assembleia Legislativa.

“Eu comecei como vereador com 600, como prefeito com 7 [mil], na segunda eleição fiz 10 [mil], cheguei à Assembleia com 20 [mil], na outra eleição fiz 35 [mil] e na última fiz 70 mil votos. Se Deus continuar me abençoando, a população de Mato Grosso entender que nós fizemos uma boa entrega, eu espero fazer pelo menos 71 mil votos”, afirmou.

Na avaliação do presidente da ALMT, ampliar a votação significaria o reconhecimento do eleitor ao trabalho realizado. Em sentido contrário, uma redução nas urnas poderia representar um resultado negativo para seus planos e para o grupo político do qual faz parte.

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“Porque eu estou indo para frente, estou aumentando os votos, sinal que eu fiz uma boa entrega. Se eu diminuir, eu acho que vai ser negativo para o nosso grupo político, para as nossas pretensões políticas”, declarou.

Último mandato e preparação para uma majoritária

Max também voltou a afirmar que, caso seja reeleito, pretende fazer dos próximos quatro anos seu último mandato como deputado estadual. O período, segundo ele, será utilizado para ampliar sua presença no interior, trabalhar pautas relacionadas ao desenvolvimento do estado e se preparar para uma futura candidatura majoritária.

Embora não tenha cravado qual cargo pretende disputar, a declaração aumenta as expectativas em torno de uma eventual candidatura ao Governo de Mato Grosso em 2030.

“Tenho falado que vai ser meu último mandato como deputado estadual. Acho que eu vou encerrar um ciclo agora, nesses próximos quatro anos. Quero entregar muito, quero fazer muito, quero andar muito por esse Estado, quero trabalhar em pautas de desenvolvimento de Mato Grosso, visitando todas as regiões e me preparar para uma candidatura majoritária”, disse.

Max prevê renovação na Assembleia

Além de falar sobre o próprio futuro, o presidente da ALMT fez projeções para a composição da próxima legislatura. Segundo Russi, a Assembleia poderá passar por uma renovação significativa, com a entrada de quatro a dez novos deputados estaduais.

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Ele ponderou, entretanto, que pesquisas e análises eleitorais não substituem o resultado das urnas.

“Comprovado é o voto no dia da eleição. Mas tem uma tendência, analisando várias pesquisas, estudando a experiência que a gente tem de mandatos de eleições anteriores, eu acho que nós teremos no mínimo de quatro a cinco renovações e no máximo uns 10 novos deputados assumindo cargos dentro da Assembleia”, afirmou.

Podemos mira seis cadeiras

Presidente estadual do Podemos, Max também demonstrou confiança no desempenho da legenda na disputa proporcional. A meta estabelecida pelo partido é conquistar seis cadeiras na Assembleia Legislativa.

Apesar do otimismo, Russi reconheceu que atingir esse número não será uma tarefa simples e dependerá de pelo menos uma candidatura alcançar votação bem acima da média esperada.

“Eu tenho convicção que nós vamos eleger seis deputados estaduais. Não acho fácil, acho difícil, precisaria alguém estourar de voto, ter uma votação acima da perspectiva, acima do esperado”, concluiu.

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