O deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) se manifestou publicamente sobre a apreensão de R$ 150 mil em espécie em sua residência durante a Operação Emenda Oculta, deflagrada pelo Naco. O parlamentar negou categoricamente qualquer envolvimento em esquemas de corrupção ou desvio de emendas e garantiu que o montante encontrado pelos agentes possui comprovação de origem lícita, sendo fruto de suas atividades privadas e rendimentos declarados.
Elizeu Nascimento classificou a operação como uma medida desproporcional e afirmou que sua defesa apresentará todos os extratos e documentos necessários para justificar a posse do dinheiro vivo. Segundo o deputado, a quantia não tem relação com os institutos ISMAT e IBRACE ou com a empresa Sem Limites, citados na investigação do Ministério Público. Ele reforçou que sempre pautou seu mandato pela transparência e que a verdade prevalecerá ao longo do processo.
O parlamentar também comentou sobre o vídeo mencionado pelos investigadores, que supostamente registraria um repasse de propina. Elizeu alegou que as imagens estão sendo interpretadas de forma descontextualizada e que não houve qualquer ato ilícito gravado. Para o deputado, a investigação baseia-se em suposições que serão derrubadas assim que os fatos forem devidamente esclarecidos perante a Justiça, destacando que sua colaboração com as buscas foi total desde o primeiro momento.
A defesa do vereador Cezinha Nascimento, irmão do deputado e que teve R$ 50 mil apreendidos em sua casa, também deve seguir a mesma linha de argumentação sobre a legalidade dos valores. Enquanto isso, o Naco mantém o monitoramento das contas e dos bens dos irmãos Nascimento, buscando cruzar as justificativas apresentadas com os saques em espécie realizados pelo empresário João Nery Chorili. O caso segue sob sigilo, mas a manifestação de Elizeu busca conter o desgaste político gerado pela exposição da apreensão milionária.
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