Emenda oculta

Deputado afirma que R$ 150 mil apreendidos têm origem legal e nega esquema de propina

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O deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) se manifestou publicamente sobre a apreensão de R$ 150 mil em espécie em sua residência durante a Operação Emenda Oculta, deflagrada pelo Naco. O parlamentar negou categoricamente qualquer envolvimento em esquemas de corrupção ou desvio de emendas e garantiu que o montante encontrado pelos agentes possui comprovação de origem lícita, sendo fruto de suas atividades privadas e rendimentos declarados.

Elizeu Nascimento classificou a operação como uma medida desproporcional e afirmou que sua defesa apresentará todos os extratos e documentos necessários para justificar a posse do dinheiro vivo. Segundo o deputado, a quantia não tem relação com os institutos ISMAT e IBRACE ou com a empresa Sem Limites, citados na investigação do Ministério Público. Ele reforçou que sempre pautou seu mandato pela transparência e que a verdade prevalecerá ao longo do processo.

O parlamentar também comentou sobre o vídeo mencionado pelos investigadores, que supostamente registraria um repasse de propina. Elizeu alegou que as imagens estão sendo interpretadas de forma descontextualizada e que não houve qualquer ato ilícito gravado. Para o deputado, a investigação baseia-se em suposições que serão derrubadas assim que os fatos forem devidamente esclarecidos perante a Justiça, destacando que sua colaboração com as buscas foi total desde o primeiro momento.

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A defesa do vereador Cezinha Nascimento, irmão do deputado e que teve R$ 50 mil apreendidos em sua casa, também deve seguir a mesma linha de argumentação sobre a legalidade dos valores. Enquanto isso, o Naco mantém o monitoramento das contas e dos bens dos irmãos Nascimento, buscando cruzar as justificativas apresentadas com os saques em espécie realizados pelo empresário João Nery Chorili. O caso segue sob sigilo, mas a manifestação de Elizeu busca conter o desgaste político gerado pela exposição da apreensão milionária.

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POLÍCIA

Operação mira núcleo financeiro de facção que movimentou R$ 1,6 milhão com tráfico em MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a segunda fase da Operação Baca na manhã desta quarta-feira (6) para destruir a estrutura econômica de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Os investigadores da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) cumprem seis ordens judiciais em Cuiabá e Cáceres, focando na prisão de operadores financeiros e no bloqueio imediato de ativos que sustentam o crime organizado no estado.

As investigações revelaram que o grupo operava um esquema sofisticado de ocultação de valores, movimentando mais de R$ 1,6 milhão em recursos oriundos do comércio de entorpecentes. A polícia identificou transações bancárias atípicas e incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos, incluindo depósitos fracionados em espécie e transferências sucessivas entre diversas contas para despistar os órgãos de fiscalização.

O Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias autorizou dois mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão domiciliar e o bloqueio de contas bancárias dos alvos. Segundo o delegado André Rigonato, responsável pelas investigações, esta fase da operação é estratégica para atingir diretamente o “pulmão” financeiro da facção. Ao interromper o fluxo de dinheiro, a polícia busca inviabilizar a logística de compra e distribuição de drogas na capital e no interior.

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A Operação Baca é um desdobramento de uma investigação que já havia identificado 22 suspeitos com envolvimento direto no tráfico. A ação integra a Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso, e faz parte do cronograma nacional da Renorcrim, rede coordenada pelo Ministério da Justiça. As equipes continuam analisando os dados bancários para identificar possíveis “laranjas” e outros membros que colaboram com a lavagem de capitais para o crime organizado.

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