CASO RENATO NERY

Justiça manda quatro réus a júri popular por execução de advogado em Cuiabá

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O juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu nesta quarta-feira (6) que os quatro acusados de planejar e executar o advogado Renato Gomes Nery serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. A sentença de pronúncia acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público, que aponta um crime de pistolagem encomendado por R$ 200 mil. O ex-presidente da OAB-MT foi assassinado aos 72 anos, em uma emboscada na porta de seu escritório, na capital.

Os réus Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi foram pronunciados como os mandantes da execução. Segundo as investigações, o crime foi motivado pelo inconformismo do casal com uma disputa judicial envolvendo uma área de mais de 12 mil hectares de terras no município de Novo São Joaquim. Já Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira responderão como intermediários, responsáveis por articular a logística, fornecer a arma e gerenciar os pagamentos aos executores.

A denúncia do MPMT detalha que o crime, ocorrido em 5 de julho de 2024 na Avenida Fernando Corrêa da Costa, foi praticado por uma organização criminosa estruturada. Todos os réus responderão por homicídio qualificado por motivo torpe (mediante paga), emprego de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, a pena pode ser aumentada pelo fato de Renato Nery ser idoso à época do atentado.

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Além do homicídio, Jackson e Ícaro Nathan também foram pronunciados por fraude processual qualificada e abuso de autoridade, devido a tentativas de obstruir as investigações. O magistrado destacou que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais e imagens de segurança, com indícios suficientes de autoria para que o Conselho de Sentença decida o destino dos acusados. A data do julgamento será marcada após o trânsito em julgado da decisão.

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Judiciário

Justiça nega liberdade a feminicida que enforcou e enterrou esposa no quintal em Cuiabá

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VG Notícias

O juiz João Bosco Soares da Silva, titular da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão preventiva de Jackson Pinto da Silva durante audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (6). O magistrado considerou a gravidade extrema e a frieza do crime para negar qualquer possibilidade de soltura. Jackson confessou ter assassinado a própria esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, utilizando abraçadeiras plásticas para estrangulá-la, antes de ocultar o cadáver em uma cova profunda no quintal da residência.

A investigação da Polícia Civil revelou um cenário de crueldade planejada que chocou até os agentes mais experientes. Jackson não apenas matou a esposa, mas tentou criar um álibi fantasioso ao registrar o desaparecimento de Nilza e alegar que estava sendo extorquido por supostos sequestradores. Para ocultar o corpo, o criminoso chegou a contratar uma empresa para cavar um buraco de dois metros de profundidade, sob o pretexto de realizar uma obra para instalação de manilhas no imóvel da vítima.

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A farsa começou a desmoronar durante o depoimento conduzido pela delegada Eliane Moraes, onde as contradições do suspeito ficaram evidentes. Pressionado, Jackson acabou confessando o feminicídio e indicou o local exato onde havia enterrado Nilza. Em sua defesa, o acusado alegou que “perdeu a cabeça” durante uma briga e que se sentia afastado da família, tentando justificar o ato brutal como um momento de descontrole emocional, versão que foi prontamente rebatida pelos indícios de premeditação.

Com a manutenção da prisão, Jackson Pinto da Silva permanecerá em uma unidade prisional da capital enquanto o processo tramita sob sigilo. A Polícia Civil continua as diligências para concluir o inquérito, focando agora na análise técnica da cena do crime e nos laudos da Politec. O caso, que é tratado como feminicídio qualificado e ocultação de cadáver, segue gerando forte comoção pública e reforça o debate sobre a violência doméstica extrema em Mato Grosso.

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