Um grupo investigado por envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro foi alvo da Operação Corixo, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (23), na Região Metropolitana de Cuiabá. A ofensiva resultou no sequestro de quase R$ 3 milhões em patrimônio e no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão.
Durante as diligências, uma pessoa também foi presa em flagrante por tráfico de drogas.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo do Juízo das Garantias de Cuiabá. Além das buscas e das medidas patrimoniais, a Justiça autorizou a quebra do sigilo fiscal dos investigados para aprofundar o rastreamento da movimentação financeira do grupo.
A investigação teve início no ano passado, a partir de uma operação realizada contra um casal. Na ocasião, materiais foram apreendidos e posteriormente submetidos à análise dos investigadores.
A apuração desses dados revelou, segundo a Polícia Civil, movimentações financeiras consideradas incompatíveis com as atividades e rendimentos declarados pelos investigados. As transações levantaram suspeitas de que recursos provenientes do tráfico de drogas estariam sendo movimentados e ocultados por meio de operações financeiras.
Com o aprofundamento das investigações, a polícia identificou outros possíveis integrantes do esquema e passou a mapear bens que teriam sido adquiridos ou mantidos com recursos de origem ilícita.
A Operação Corixo também concentrou esforços na estrutura financeira do grupo. Por determinação judicial, bens avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões foram sequestrados.
A medida busca impedir que o patrimônio apontado pela investigação como relacionado às atividades criminosas seja vendido, transferido ou utilizado pelos investigados durante o andamento do processo.
Até o momento, a Polícia Civil não detalhou individualmente quais bens foram atingidos pelas ordens judiciais nem os respectivos valores.
Os materiais recolhidos durante o cumprimento dos nove mandados serão analisados e poderão subsidiar novas etapas da investigação.
As apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, rastrear a origem e o destino dos recursos movimentados e localizar mais patrimônio que possa ter relação com o suposto esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
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