PRISÃO PREVENTIVA

Jovem de 21 anos é preso suspeito de ordenar assassinato por disputa entre facções

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Um jovem de 21 anos foi preso nesta terça-feira (22), em Peixoto de Azevedo, suspeito de ser o mandante do assassinato de Wueslley de Souza, de 23 anos. A vítima foi morta a tiros na madrugada de 29 de agosto, pouco depois de deixar uma tabacaria.

Segundo a Polícia Civil, as investigações indicam que o homicídio teria sido motivado por uma disputa entre facções criminosas. A identidade do investigado preso não foi divulgada.

O mandado de prisão foi cumprido no bairro Alvorada. A ordem judicial havia sido solicitada pela Delegacia de Peixoto de Azevedo após os investigadores reunirem elementos que apontariam o jovem como possível responsável por ordenar o crime.

Wueslley foi assassinado por volta de 1h, no bairro Aeroporto. Imagens de câmeras de segurança analisadas durante a investigação registraram parte da dinâmica do homicídio.

Nas gravações, a vítima aparece deixando uma tabacaria acompanhada de um homem que vestia uma camiseta branca. Pouco depois, dois homens chegam em uma motocicleta.

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Um deles desce do veículo e se aproxima de Wueslley, enquanto o piloto segue adiante com a moto. Após uma breve interação, a vítima vira de costas e começa a caminhar ao lado do acompanhante. Nesse momento, conforme mostram as imagens analisadas pela polícia, o homem que havia descido da motocicleta efetua os disparos.

Depois do ataque, o atirador deixa o local na motocicleta conduzida pelo comparsa. Buscas foram realizadas pela região ainda naquela madrugada, mas os envolvidos não foram localizados naquele momento.

Wueslley foi encontrado caído e já sem sinais vitais. Durante os trabalhos periciais, foram constatadas pelo menos sete perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. Um projétil aparentemente de calibre .38 também foi localizado próximo ao corpo.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de que o assassinato estaria relacionado a uma disputa entre grupos criminosos rivais.

A apuração também levou à identificação do jovem de 21 anos como possível mandante. Diante dos elementos reunidos, a delegacia representou pela prisão preventiva, posteriormente autorizada pela Justiça.

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Após ser localizado no bairro Alvorada, o investigado teve o mandado cumprido e permanece à disposição do Poder Judiciário.

A Polícia Civil continua as diligências para esclarecer completamente a dinâmica do homicídio, identificar a participação de outros envolvidos e apurar as circunstâncias que levaram à morte de Wueslley.

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POLÍCIA

Polícia mira grupo suspeito de lavar dinheiro do tráfico e bloqueia quase R$ 3 milhões

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Um grupo investigado por envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro foi alvo da Operação Corixo, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (23), na Região Metropolitana de Cuiabá. A ofensiva resultou no sequestro de quase R$ 3 milhões em patrimônio e no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão.

Durante as diligências, uma pessoa também foi presa em flagrante por tráfico de drogas.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo do Juízo das Garantias de Cuiabá. Além das buscas e das medidas patrimoniais, a Justiça autorizou a quebra do sigilo fiscal dos investigados para aprofundar o rastreamento da movimentação financeira do grupo.

A investigação teve início no ano passado, a partir de uma operação realizada contra um casal. Na ocasião, materiais foram apreendidos e posteriormente submetidos à análise dos investigadores.

A apuração desses dados revelou, segundo a Polícia Civil, movimentações financeiras consideradas incompatíveis com as atividades e rendimentos declarados pelos investigados. As transações levantaram suspeitas de que recursos provenientes do tráfico de drogas estariam sendo movimentados e ocultados por meio de operações financeiras.

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Com o aprofundamento das investigações, a polícia identificou outros possíveis integrantes do esquema e passou a mapear bens que teriam sido adquiridos ou mantidos com recursos de origem ilícita.

A Operação Corixo também concentrou esforços na estrutura financeira do grupo. Por determinação judicial, bens avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões foram sequestrados.

A medida busca impedir que o patrimônio apontado pela investigação como relacionado às atividades criminosas seja vendido, transferido ou utilizado pelos investigados durante o andamento do processo.

Até o momento, a Polícia Civil não detalhou individualmente quais bens foram atingidos pelas ordens judiciais nem os respectivos valores.

Os materiais recolhidos durante o cumprimento dos nove mandados serão analisados e poderão subsidiar novas etapas da investigação.

As apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, rastrear a origem e o destino dos recursos movimentados e localizar mais patrimônio que possa ter relação com o suposto esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

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