PARADOXO

Universitários são alvo de operação contra tráfico de drogas em Cuiabá e VG

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Paradoxo, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso formado por universitários suspeitos de atuar no tráfico de drogas na região metropolitana de Cuiabá.

Ao todo, estão sendo cumpridos 15 mandados judiciais, sendo sete de prisão e oito de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da capital. As ações ocorrem simultaneamente nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc), que identificou a existência de uma organização criminosa estruturada e responsável pela comercialização de drogas, principalmente em ambientes frequentados por universitários.

Segundo a polícia, o grupo utilizava a condição de estudantes para disfarçar a atividade ilícita e ampliar a rede de distribuição de entorpecentes. Durante as apurações, os investigadores identificaram movimentações suspeitas de venda de drogas em festas universitárias.

A investigação também apontou que os envolvidos atuavam de forma organizada, com divisão de funções entre os integrantes. As negociações eram realizadas principalmente por aplicativos de mensagens, enquanto a distribuição incluía drogas sintéticas e outras substâncias ilícitas.

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Os suspeitos poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, previstos na Lei de Drogas.

A Operação Paradoxo integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus e do programa estadual Tolerância Zero Contra Facções Criminosas.

O nome da operação faz referência ao contraste entre o ambiente acadêmico — tradicionalmente ligado à formação profissional e intelectual — e o envolvimento dos investigados com atividades criminosas organizadas.

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POLÍCIA

Vereadores são alvo de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas

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Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3), para apurar um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças.

De acordo com as investigações, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits teriam sido desviados, causando um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.

Os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e deveriam ser distribuídos a famílias previamente cadastradas por meio de órgãos públicos e entidades devidamente credenciadas.

No entanto, as apurações apontam que parte desse material teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, realizado sem controle institucional e sem qualquer prestação de contas.

Durante a investigação, os policiais identificaram inconsistências entre os registros oficiais de entrega e a quantidade de produtos efetivamente recebida por representantes de entidades beneficiadas.

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Para avançar na apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados, afastamento de agentes públicos de suas funções e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados e o impedimento de frequentarem locais relacionados aos fatos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os alimentos e kits eram retirados em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá, e transportados até Barra do Garças. Em vez de serem encaminhados às instituições responsáveis pela entrega às famílias, parte da carga teria sido levada para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, onde ocorria uma redistribuição considerada irregular.

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de dois modelos distintos. O primeiro seguia o fluxo regular, com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos competentes e prestação de contas. Já o segundo utilizava um fluxo paralelo, no qual os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, por meio de entidades, documentos considerados suspeitos e representantes sem legitimidade formal, mas sem o devido controle dos órgãos públicos.

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A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o destino final dos produtos que deveriam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.

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