INCENTIVO

Presidente do TCE defende apoio a micro e pequenos empreendedores para mudar realidade de MT

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, defendeu o avanço do comércio e da indústria como ferramenta de transformação e redução de desigualdades. Direcionada a prefeitos, secretários, gestores de convênios, empreendedores e entidades de apoio às micro e pequenas empresas, a fala abriu o seminário voltado ao empreendedorismo, iniciado nesta segunda-feira (22).

Considerando que micro e pequenos empreendedores fizeram circular R$ 420 bilhões na economia brasileira em 2022, o presidente reforçou a importância de se fortalecer o segmento no estado. “Em Mato Grosso, das 467.335 empresas estabelecidas, 89% são de micro e pequeno porte. Mas, dos R$ 7 bilhões que o BNDES liberou para o estado em 2023, apenas 15% foram para esse segmento.”

Do ponto de vista das desigualdades, explicou que quanto mais dinâmica a economia local, maior é o grau de empreendedorismo e de geração de emprego e renda. “Acorizal, onde a economia está exaurida, tem uma empresa para cada 100 habitantes. Já Lucas do Rio Verde, com uma economia pujante, tem 3,3 empresas para cada 100 habitantes. A solução para isso é ter oportunidade no município e qualificar as pessoas que estão lá.”

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Realizada em parceria com Assembleia Legislativa (ALMT), por meio da Câmara Setorial Temática (CST) de Apoio ao Empreendedorismo e às Micro e Pequenas Empresas, e pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), a capacitação se estende até a terça-feira (23). O encerramento deverá contar com a participação do ministro das Micro e Pequenas Empresas do governo federal, Márcio França.

Requerente da CST da Assembleia, o deputado Max Russi destacou que o segmento gera renda, emprego e impostos em todos os 142 municípios e que precisa ser valorizado. “Aqui estamos reunindo muita gente com objetivo comum de mostrar alternativas e condições de crédito para fomentar o desenvolvimento de cadeias produtivas, principalmente em regiões menos desenvolvidas.”

Já a secretária de Assistência Social e Cidadania do Estado, Grasielle Bugalho falou sobre o papel do gestor público na implementação de políticas que favoreçam avanços econômicos e sociais. “O poder público, além de não atrapalhar, precisa ajudar e dar oportunidade para que essas empresas se desenvolvam. É muito importante lembrar que não se reduz a desigualdade social sem desenvolvimento social.”

Contexto estadual

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Conforme dados citados por Sérgio Ricardo, em 2024, apenas 1,4% dos R$ 14,197 bilhões de renúncia fiscal são destinados às micro e pequenas empresas pelo Governo de Mato Grosso. Ao explicar que o fomento a estes negócios é estratégico para diminuir os efeitos de uma crise econômica, lembrou que eles operam com baixo contingente, o que garante uma margem pequena para demissões.

Destacou ainda que, embora o agronegócio seja fundamental, esta não pode ser a única atividade a alavancar a economia estadual. “O comércio também tem que ter vigor. Políticas públicas tem que fazer surgir o comércio e levar indústrias para as regiões onde não se tem desenvolvimento.”

A pena para a falta de investimentos no setor pode ser a extinção de municípios. “Nós temos municípios riquíssimos e isso é ótimo, mas temos municípios muito pobres, onde não existe oportunidade. Isso leva ao esvaziamento e à discussão sobre a extinção desses municípios. Nessa discussão, o que é analisado é se eles conseguem se sustentar e caminhar com as próprias pernas, e aqui, a esmagadora maioria não consegue.”

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Política MT

Max Russi articula com Sefaz alternativas a multas e taxas que atingem contribuintes em MT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Pode), iniciou uma articulação junto à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para discutir alternativas a multas e taxas aplicadas aos contribuintes mato-grossenses. O tema foi debatido em reunião realizada na quinta-feira (13), na sede da pasta, em Cuiabá.

Participaram da reunião o secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta; o secretário adjunto da Receita Pública, Lucas Elmo Pinheiro Filho; a contadora Claudia Flor Carrijo Jovano; e o presidente do Sindipetróleo-MT, Claudyson Martins Alves.

A multa do sistema TEF

Entre os pontos apresentados está a multa aplicada aos contribuintes que, por problemas técnicos, deixam de informar na nota fiscal as obrigações relacionadas ao sistema de Transferência Eletrônica de Fundos (TEF). Atualmente, a penalidade é fixada em 100 UPF-MT por mês, independentemente do faturamento, do porte da empresa ou da quantidade de notas fiscais emitidas no período.

Com base na atualização vigente neste ano, cada UPF-MT custa R$ 260,10 — ou seja, 100 UPF-MT correspondem a R$ 26.010.

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A proposta levada à Sefaz é que sejam estudadas alternativas para tornar a penalidade mais proporcional à realidade de cada contribuinte, considerando critérios como o faturamento da empresa. A discussão ainda está em fase inicial e não há definição sobre eventuais mudanças.

“Foi uma primeira conversa para apresentarmos essas situações e buscarmos, junto à Sefaz, alternativas que sejam mais equilibradas para os contribuintes. Sabemos da importância do cumprimento das obrigações fiscais, mas também precisamos avaliar casos em que uma penalidade fixa pode ter impactos muito diferentes para uma pequena empresa e para um empreendimento de maior porte”, afirmou Max Russi.

“Nosso objetivo é construir esse diálogo e encontrar soluções que preservem a responsabilidade fiscal sem penalizar de forma desproporcional quem trabalha e gera emprego e renda em Mato Grosso”, acrescentou.

Taxa de retificação da EFD

Outro assunto discutido foi a cobrança para a retificação da Escrituração Fiscal Digital (EFD). Atualmente, o contribuinte precisa pagar uma taxa correspondente a 1 UPF-MT por mês retificado. Durante a reunião, foi solicitada à Sefaz a análise de alternativas para essa cobrança.Uma das possibilidades em estudo pela pasta é considerar a classificação dos contribuintes de acordo com o histórico de regularidade fiscal, permitindo que aqueles considerados bons pagadores possam, eventualmente, ter tratamento diferenciado na cobrança da taxa.

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Próximos passosAs propostas ainda serão analisadas pela equipe técnica da Sefaz. A reunião marcou o início das tratativas sobre o tema, que deverá continuar sendo discutido entre a Assembleia Legislativa, a pasta e representantes dos contribuintes.

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