ELEIÇÕES 2026

“Só Deus me tira da disputa”, diz Jayme Campos, e confirma pré-candidatura ao governo

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Um áudio que ganhou repercussão nas redes sociais reacendeu a disputa interna e antecipou o clima da corrida ao Palácio Paiaguás. Nele, o senador Jayme Campos (União) afirma, de forma enfática, que não abre mão de disputar o Governo de Mato Grosso em 2026 e diz estar decidido a manter sua pré-candidatura “até o fim”.

Na gravação, o parlamentar sustenta que sua trajetória política e o capital eleitoral acumulado ao longo de mais de cinco décadas o colocam em posição confortável na largada. Jayme relembra os cargos que já ocupou — governador, senador por dois mandatos e prefeito por três vezes — e diz que não depende de padrinhos políticos para viabilizar seu projeto.

“Sou candidato a governador e só Deus para me tirar da parada. Vou ganhar a eleição. Tenho prestígio próprio, tenho serviço prestado. Onde anuncio que vou, junta 200, 300 pessoas”, afirma no áudio.

Além de Jayme Campos e Otaviano Pivetta, também já se colocaram como pré-candidatos ao governo em 2026 o senador Wellington Fagundes (PL) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD).

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A declaração é interpretada nos bastidores como um recado direto ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que inicia nesta quinta-feira (22) uma série de visitas a 25 municípios do Vale do Araguaia ao lado do governador Mauro Mendes (União), com agendas de vistorias e entregas de obras.

Pivetta é o nome defendido publicamente por Mauro Mendes para a sucessão estadual, mesmo ambos pertencendo ao mesmo partido de Jayme Campos. Dentro do União Brasil, parte da cúpula também trabalha para consolidar o vice como candidato, projeto que enfrenta resistência de aliados do senador.

No áudio, Jayme afirma ainda que levantamentos internos apontam desempenho favorável. Ele diz estar confiante no resultado das urnas e garante que permanecerá no páreo independentemente das articulações em torno de outros nomes.

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Política MT

Federação de Mauro Mendes e Progressistas define diretório estadual em MT; veja os nomes

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A Federação União Progressista — que une as forças partidárias do União Brasil (UB) e do Progressistas (PP) — deu um passo decisivo para a organização das eleições deste ano ao protocolar na Justiça Eleitoral, nesta quarta-feira (27), a composição oficial de sua direção estadual em Mato Grosso. O colegiado será responsável por arbitrar as candidaturas, coligações e os rumos da federação, que atua conjuntamente como uma única agremiação tanto no pleito quanto no funcionamento parlamentar.

O comando da federação no estado ficará sob a liderança do ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes, definido como presidente do diretório estadual. A vice-presidência será ocupada pelo ex-senador Cidinho Santos, consolidando uma Executiva de forte peso político e alinhamento estratégico.

O colegiado de lideranças é composto por nomes de expressão no cenário mato-grossense, incluindo os senadores Jayme Campos e Margareth Buzetti, o deputado federal Fábio Garcia, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco e o presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues. Na suplência, a federação indicou a ex-primeira-dama Virginia Mendes, o deputado estadual Júlio Campos, o deputado estadual Júlio Campos, o presidente da MT Par, Wener Santos, e o empresário Eusébio Diniz.

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O papel estratégico do diretório

O diretório estadual assume o papel de órgão máximo da federação em Mato Grosso, sendo o responsável por deliberar sobre as candidaturas que o grupo irá lançar ou apoiar no pleito deste ano.

Na prática, caberá a esse colegiado definir os nomes que concorrerão aos cargos de senador, deputado federal e deputado estadual. Nas disputas majoritárias, o grupo tem autonomia para deliberar sobre coligações e apoios a candidatos de outras legendas, desde que as decisões estejam alinhadas às diretrizes da Direção Nacional.

Em relação à disputa pelo Governo do Estado, o diretório definirá se a Federação União Progressista lançará um candidato próprio para o Palácio Paiaguás ou se integrará uma coligação em apoio a outro projeto político.

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