OPERAÇÃO ALÉTHEIA

Operação mira quadrilha que aplicou golpe milionário e fez vítima perder mais de R$ 300 mil

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A Polícia Civil de Mato Grosso participou, na manhã desta quarta-feira (17), da Operação Alétheia, uma ação coordenada pela Polícia Civil de Santa Catarina para combater uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes milionários utilizando a modalidade conhecida como “falsa central financeira”.

Em Mato Grosso, equipes da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos no âmbito da investigação conduzida pela Delegacia de Investigações Criminais (DIC) de Maravilha, ligada à 31ª Delegacia Regional de Polícia de Santa Catarina.

A operação tem como foco apurar crimes de estelionato e organização criminosa. As investigações começaram após uma empresa de grande porte do município de Maravilha (SC) sofrer um prejuízo superior a R$ 300 mil em janeiro deste ano.

Ao longo das apurações, os investigadores realizaram uma ampla análise de dados digitais e conseguiram identificar seis suspeitos apontados como integrantes centrais do esquema criminoso.

Durante a ofensiva, mais de 30 policiais civis cumpriram 10 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Cuiabá, na região metropolitana da capital mato-grossense e também em Manaus (AM). O objetivo é reunir novas provas, identificar outros envolvidos e localizar possíveis bens vinculados ao grupo investigado.

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A ação contou ainda com o apoio da Polícia Civil do Amazonas, reforçando a cooperação entre os estados no enfrentamento a crimes cibernéticos e organizações criminosas que atuam em diferentes regiões do país.

Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam e buscam aprofundar a identificação da estrutura da organização, além de esclarecer a participação de cada suspeito no esquema fraudulento.

A modalidade conhecida como “falsa central financeira” consiste, em geral, no contato com vítimas por meio de ligações ou mensagens em que criminosos se passam por representantes de instituições financeiras para obter dados pessoais, senhas ou induzir transferências bancárias indevidas. As autoridades alertam para que a população redobre a atenção diante desse tipo de abordagem.

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POLÍCIA

Polícia Civil desarticula esquema de tráfico interestadual e lavagem de dinheiro em MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17), a Operação Throw, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. O grupo atuava principalmente na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande e, segundo as investigações, mantinha ligação com uma facção criminosa.

Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias de oito pessoas físicas e três empresas, além do sequestro de cinco veículos de alto padrão supostamente adquiridos com recursos provenientes das atividades ilícitas.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Polo Cuiabá, com base em uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Os alvos respondem por suspeitas de tráfico de drogas, associação para o tráfico e participação em organização criminosa.

A operação mobiliza equipes da Denarc, unidades da Diretoria de Atividades Especiais, da Diretoria Metropolitana e policiais do Canil do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que atuam simultaneamente em diversos endereços de Cuiabá e Várzea Grande.

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As investigações tiveram início em julho de 2023, após o cumprimento de um mandado de busca em uma chácara localizada no bairro Sol Nascente, em Cuiabá. Na ocasião, dois suspeitos foram presos e cerca de 100 quilos de maconha foram encontrados enterrados em barris plásticos nos fundos do imóvel.

A partir dessa apreensão, os investigadores aprofundaram as apurações e identificaram outros integrantes da organização. Conforme a Polícia Civil, o grupo possuía uma estrutura hierarquizada, com funções bem definidas para liderança, controle disciplinar, logística, armazenamento, transporte, distribuição de drogas e movimentação financeira.

As diligências também apontaram a existência de um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava empresas de fachada e contas bancárias registradas em nome de terceiros para ocultar a origem dos recursos obtidos com o tráfico. Três empresas foram identificadas como parte do suposto mecanismo financeiro da organização.

Segundo a investigação, o grupo recebia e enviava entorpecentes para diferentes estados do país, realizando remessas frequentes que variavam entre cinco e dez quilos de drogas por distribuição. Em um dos episódios apurados, os suspeitos chegaram a combinar a entrega de uma carga de entorpecentes no estacionamento do Fórum de Cuiabá.

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De acordo com o delegado da Denarc, Marcelo Miranda Muniz, a operação é resultado de um longo trabalho investigativo que permitiu reunir provas sobre a atuação de cada integrante da organização.

“A ação busca interromper as atividades criminosas e enfraquecer a estrutura do grupo, além de aprofundar as investigações para identificar outros envolvidos e possíveis crimes relacionados”, destacou o delegado.

As apurações continuam e novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das investigações.

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