AUTONOMIA MUNICIPAL

Flávia Moretti critica proposta do TCE e diz que concessão do DAE segue critérios técnicos

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), contestou a sugestão do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, para que o governo de Mato Grosso assuma temporariamente o Departamento de Água e Esgoto (DAE). Para ela, a proposta tem motivação política e desconsidera o andamento técnico da concessão.

Segundo a prefeita, o município está cumprindo todas as etapas legais para conceder o serviço à iniciativa privada. O processo já inclui diagnóstico completo, estudos de engenharia, análises jurídicas e a elaboração do plano de saneamento que será encaminhado à Câmara Municipal no próximo ano.

Flávia ressalta que concessões têm trâmites rígidos e não podem ser feitas “em 30 dias”. Entre 1º e 5 de dezembro, a prefeitura realizará cinco audiências públicas com moradores — fase obrigatória para avançar na modelagem contratual. Depois dessa etapa, o projeto será avaliado pelo DAE, TCE, Ager e demais órgãos reguladores. A previsão é concluir a privatização até junho de 2026.

A manifestação de Flávia ocorre após Sérgio Ricardo defender a intervenção durante o julgamento das contas de 2023, citando falhas graves no abastecimento de água no município.

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O governador Mauro Mendes (União) também rejeitou a ideia de o Estado assumir o DAE. Ele reforçou que a responsabilidade é da prefeitura e que a concessão é o caminho para resolver o problema. “O Estado não pode receber tudo no colo. Os prefeitos precisam assumir suas obrigações”, afirmou. Mendes ainda questionou: “É melhor pagar pouco e ficar sem água ou pagar e ter o serviço funcionando?”.

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Política

Trump sobre Venezuela: “Nós iremos administrar o país”; assista

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (3/1) que os Estados Unidos irão administrar a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro até a transição do governo. O republicano deu a declaração durante coletiva, que ocorre neste momento em Mar-a-Lago, sobre o ataque norte-americano ao território venezuelano.

“Hoje de madrugada, sob minha direção, os Estados Unidos, através de suas Forças Armadas, conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela. O poder militar americano por terra e pelo mar foi usado para lançar um ataque espetacular. […] toda a capacidade militar venezuelana ficou sem poder”, declarou o norte-americano durante a coletiva.

O republicano prosseguiu: “Nós estamos lá [na Venezuela] e ficaremos até que uma transição adequada aconteça. Nós vamos basicamente executar, administrar o país até que uma transição apropriada aconteça. Como todos sabem, o negócio do petróleo na Venezuela tem sido usado por muito tempo. Eles não estão retirando nada do que eles poderiam em comparação e o que poderia acontecer nesse país”.

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Na sequência, Trump justificou a permanência americana no país ao associar a intervenção à exploração dos recursos energéticos venezuelanos, especialmente o petróleo, que, segundo ele, teria sido apropriado de forma ilegal por governos anteriores e pelo regime de Maduro.

“Também conseguimos apreender o petróleo venezuelano para trazer para o solo americano porque eles retiraram isso, eles fizeram, eles roubaram bilhões de dólares no nosso petróleo. Nunca tivemos um presidente que tenha decidido fazer algo com o respeito. Eles lutaram guerras a milhares de quilômetros de distância e nós que construímos a indústria petrolífera na Venezuela com o nosso talento, com o nosso trabalho, deixamos que um exílio socialista roubasse durante esses governos anteriores e roubassem usando a força”, disse.

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