CRIME ORGANIZADO

Trio é condenado a 57 anos por tentar matar rival de organização criminosa em MT

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Três homens foram condenados a penas que, juntas, chegam a aproximadamente 57 anos de prisão por uma tentativa de homicídio ocorrida em Nova Mutum, a 264 quilômetros de Cuiabá. O julgamento de Hiego Batista de Oliveira Costa, Kelvy Costner de Souza Mendes e João Batista Belarmino de Souza Júnior ocorreu na sexta-feira (18), no Tribunal do Júri.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime foi cometido em abril de 2023 contra Elisvelton Kaua Marques da Silva e teria sido motivado por uma disputa envolvendo organizações criminosas rivais.

O ataque aconteceu na Praça Santa Terezinha. Conforme as investigações, dois dos envolvidos chegaram ao local em uma motocicleta e um deles efetuou vários disparos contra Elisvelton, que foi atingido por pelo menos três tiros.

Apesar dos ferimentos, a vítima sobreviveu. O Ministério Público sustentou que o homicídio somente não foi consumado por circunstâncias alheias à vontade dos autores.

Durante o julgamento, os jurados reconheceram a autoria e a materialidade dos crimes e acolheram as qualificadoras apresentadas pela acusação. O motivo foi considerado torpe devido à rivalidade entre organizações criminosas, enquanto a forma como o ataque ocorreu foi entendida como recurso que dificultou a defesa da vítima, que teria sido surpreendida pelos disparos.

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O Conselho de Sentença também reconheceu que os três réus integravam, à época dos fatos, uma organização criminosa armada e com participação de adolescente.

A maior condenação foi aplicada a João Batista Belarmino de Souza Júnior, sentenciado a 22 anos e sete dias de reclusão, além do pagamento de 30 dias-multa.

Kelvy Costner de Souza Mendes recebeu pena de 20 anos, nove meses e 10 dias de prisão e 27 dias-multa. Já Hiego Batista de Oliveira Costa foi condenado a 14 anos e 10 dias de reclusão, além de 20 dias-multa.

Somadas, as penas ultrapassam 57 anos de prisão. Os três condenados deverão iniciar o cumprimento das sentenças em regime fechado.

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CIDADES

Falta de médicos leva CRM a interditar UTI Pediátrica e Neonatal em Várzea Grande

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A UTI Pediátrica e Neonatal do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG) foi parcialmente interditada nesta terça-feira (22) por determinação do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT). A medida foi adotada após o órgão identificar problemas relacionados à quantidade de médicos disponíveis para garantir o funcionamento do setor.

Com a interdição, a unidade fica impedida de receber novos pacientes na UTI Pediátrica e Neonatal enquanto as exigências estabelecidas pelo conselho não forem atendidas. Os pacientes que já estão internados continuam recebendo assistência.

A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande informou, por meio de nota, que a escala médica de setembro já foi regularizada e encaminhada ao CRM-MT. Segundo a pasta, 10 médicos atuam atualmente no setor, e outros três profissionais estão em processo de contratação.

A ampliação da equipe, conforme o município, pretende reforçar a escala e garantir cobertura durante férias, afastamentos e outras situações que possam provocar redução no número de profissionais disponíveis.

Atualmente, sete pacientes permanecem internados na UTI e, segundo a Secretaria de Saúde, continuam sendo acompanhados normalmente pela equipe médica.

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“A interdição parcial não compromete a assistência aos pacientes que já estão internados na unidade. Atualmente, a UTI conta com sete pacientes, que permanecem sob acompanhamento e cuidados da equipe médica”, informou a prefeitura.

O município acrescentou que, caso surja a necessidade de internação de um novo paciente enquanto a restrição estiver vigente, a direção do hospital deverá buscar atendimento por meio da Central de Regulação do Estado.

Segundo o CRM-MT, a decisão ocorreu após uma fiscalização realizada em 15 de setembro. Durante a vistoria, o conselho constatou que problemas identificados anteriormente, em uma inspeção realizada em agosto, ainda não haviam sido solucionados.

Após a primeira fiscalização, o município recebeu prazo de cinco dias para adotar as providências necessárias. Diante da permanência das irregularidades apontadas, o conselho determinou a interdição parcial.

O CRM-MT informou que a medida será implementada gradualmente, considerando a complexidade do serviço. O município deverá regularizar a escala médica e comprovar que o setor reúne condições para funcionar de forma segura. Dependendo da situação, também poderá ser necessária a transferência de pacientes.

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O conselho ressaltou que a interdição tem caráter preventivo e não significa a suspensão dos cuidados prestados às crianças e recém-nascidos que já estão internados.

A restrição permanecerá válida até que o município comprove o cumprimento das exigências e as condições necessárias para o funcionamento seguro da UTI Pediátrica e Neonatal.

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