OPERAÇÃO VESTIGIUM VERITATIS

Polícia Civil deflagra operação e prende dois suspeitos de torturar e executar homem em Cuiabá

Publicado em

Serginho Lapada

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13), a Operação Vestigium Veritatis para cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra investigados pela morte de André Silva dos Santos, de 39 anos, em Cuiabá.

A vítima foi assassinada em 13 de abril deste ano. Conforme as investigações, André foi submetido a intenso sofrimento físico antes de morrer. O corpo apresentava sinais de tortura e amarraduras e foi posteriormente abandonado na Estrada da Redenção, nos fundos do Parque Toronto.

Durante a operação, dois suspeitos foram presos: João Pedro Silva de Alencar e Pedro Henrique da Silva Morais, ambos de 19 anos. Eles são apontados como executores do homicídio qualificado.

Além das prisões, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão com o objetivo de localizar elementos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime e identificar outros envolvidos.

A Polícia Civil continua as investigações para chegar aos demais participantes do homicídio, incluindo os possíveis mandantes. O caso segue sob apuração da DHPP.

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Operação cumpre mandados contra grupo que usava nome do Unicef para golpes

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, na manhã desta quinta-feira (13), ordens judiciais contra suspeitos de integrar um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas que utilizava o nome do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para aplicar golpes por meio de falsas campanhas de doação via Pix.

A ação faz parte da Operação Orfeu, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, e ocorre simultaneamente em Mato Grosso e Maranhão. Ao todo, são cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra três investigados. Dois foram localizados em Imperatriz (MA) e o terceiro em Lucas do Rio Verde.

Segundo as investigações, o grupo criou uma falsa campanha humanitária e utilizava indevidamente o nome do Unicef para dar aparência de legitimidade às abordagens. As vítimas eram induzidas a acreditar que os valores enviados por Pix seriam destinados a ações de proteção de crianças em situação de vulnerabilidade.

Na realidade, conforme a apuração policial, o dinheiro arrecadado era direcionado para os próprios integrantes do esquema.

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A fraude teria alcance nacional, com vítimas identificadas no Distrito Federal e em outros estados. Para os investigadores, além do prejuízo financeiro causado às vítimas, o golpe também compromete a credibilidade de campanhas beneficentes legítimas ao explorar a confiança da população em instituições humanitárias.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Somadas, as penas podem chegar a 21 anos de prisão, além de multa, sem prejuízo de outros crimes que possam ser identificados durante o avanço das investigações.

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