LAZER E MÚSICA

UFMT recebe concerto gratuito de piano neoclássico com artistas do Brasil e dos EUA

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O Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, será palco do Festival Piano Neoclássico no dia 30 de setembro, às 20h. O concerto terá a participação da pianista e compositora brasileira Luciana Hamond, professora da instituição, e do pianista e compositor norte-americano Matthew Mayer. A apresentação será gratuita e aberta ao público.

As portas do teatro serão abertas às 19h30, meia hora antes do início do espetáculo. Apesar da gratuidade, o público deverá fazer a reserva antecipada do ingresso pela plataforma Sympla.

Durante o concerto, os dois músicos apresentarão composições próprias e se revezarão ao mesmo piano. O repertório transita pela estética neoclássica, com influências de lirismo cinematográfico e obras inspiradas em experiências pessoais dos artistas.

O espetáculo recebe o título “Beyond Trust”, formado a partir dos nomes de duas das principais composições do programa: “Beyond”, de Matthew Mayer, e “Trust”, de Luciana Hamond.

As duas obras abordam, por perspectivas diferentes, temas como transformação, superação de limites e confiança nas escolhas feitas ao longo da trajetória artística.

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Matthew Mayer compôs “Beyond” há mais de duas décadas, durante um período de grandes mudanças em sua vida. Na época, o pianista havia deixado uma pequena cidade para viver sozinho em Hollywood. A experiência de chegar a um ambiente desconhecido serviu de inspiração para uma composição que aborda novas possibilidades e a disposição de ir além dos próprios limites.

“Trust”, por sua vez, marca um período de reencontro de Luciana Hamond com sua identidade como compositora. A música nasceu em uma fase na qual a artista decidiu tornar suas criações públicas, transformando a vulnerabilidade de apresentar o próprio trabalho em uma experiência de fortalecimento e aproximação com o público.

O concerto faz parte de um projeto de extensão coordenado pela professora Dra. Luciana Hamond e contará com duas atividades gratuitas na UFMT.

Além da apresentação no Teatro da UFMT em 30 de setembro, Matthew Mayer ministrará uma masterclass no dia 1º de outubro, no auditório da Faculdade de Comunicação e Artes (FCA) da universidade.

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O projeto também promove a participação de estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de Música, Cinema e Audiovisual e Publicidade e Propaganda, além de egressos dos cursos de Música e do Instituto de Linguagens.

A iniciativa busca, dessa forma, ampliar o intercâmbio artístico e acadêmico e aproximar estudantes e público da produção contemporânea para piano.

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CIDADES

MPF investiga contratos de R$ 41,9 milhões com recursos do Fundeb em MT

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Otmar de Oliveira

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou uma investigação preliminar para apurar possíveis irregularidades na utilização de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) em contratos para aquisição de materiais didáticos e soluções educacionais pela Prefeitura de Rondonópolis, a 218 quilômetros de Cuiabá. Somadas, as contratações analisadas têm valor estimado de R$ 41,9 milhões.

A apuração teve início a partir de uma representação encaminhada ao MPF, que questiona contratações realizadas por inexigibilidade de licitação. Entre as suspeitas apresentadas estão eventual falsa exclusividade, possível direcionamento, sobrepreço e fracionamento de contratos.

De acordo com despacho assinado pela procuradora da República Ana Carolina Castro Tinelli, as contratações diretas teriam sido fundamentadas em documentos que atestavam exclusividade de distribuição apresentados pelas empresas GFM Comércio e Aprender Mais.

A representação, porém, sustenta que as duas empresas seriam distribuidoras de materiais produzidos pela mesma editora, a Aprender Editora. Essa circunstância será analisada para verificar se havia, de fato, inviabilidade de competição que justificasse a contratação sem disputa entre fornecedores.

Outro ponto questionado envolve os preços praticados. Segundo a representação, o custo estimado dos materiais chegaria a R$ 837 por aluno ao ano. O documento apresentado ao MPF utiliza como comparação valores de referência do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), apontados entre R$ 50 e R$ 120.

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Também foram mencionados kits destinados a diferentes faixas etárias comercializados pelo mesmo valor, de R$ 2.680, além da suposta ausência de planilhas detalhadas que demonstrassem a composição dos custos.

O MPF ainda pretende analisar quatro contratos celebrados em períodos próximos — nº 38/2025, 39/2025, 703/2025 e 57/2026. A investigação deverá verificar a alegação de que objetos de natureza semelhante teriam sido divididos artificialmente em diferentes contratações, evitando, dessa forma, a realização de procedimento licitatório.

Entre os negócios mencionados está um contrato de R$ 18,6 milhões, firmado em 29 de dezembro de 2025, dois dias antes do encerramento daquele exercício financeiro. A representação questiona se a contratação nesse período poderia indicar deficiência no planejamento e execução acelerada dos recursos.

Após uma análise inicial das denúncias, o MPF decidiu concentrar sua atuação nos fatos relacionados à aplicação de recursos federais. Dos 13 pontos apresentados originalmente, dez foram considerados fora da atribuição da Procuradoria da República por envolverem recursos próprios do município ou questões de competência estadual.

No procedimento relacionado aos materiais didáticos, a Prefeitura de Rondonópolis e a Secretaria Municipal de Educação terão 15 dias para encaminhar uma série de documentos ao Ministério Público Federal.

Entre os materiais solicitados estão a íntegra dos procedimentos de inexigibilidade, estudos técnicos, pesquisas de preços, empenhos, liquidações, notas fiscais e comprovantes bancários referentes às contratações.

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A documentação envolve contratos da GFM Comércio, no valor de R$ 18,6 milhões; da Aprender Mais, de R$ 9,9 milhões; e da Posigraf, relacionados aos exercícios de 2025 e 2026.

Além dos contratos de materiais didáticos, o MPF determinou a abertura de outro procedimento para investigar uma denúncia distinta envolvendo recursos vinculados ao Fundeb.

Nesse caso, serão apuradas alegações de que verbas do fundo teriam sido utilizadas para pagar encargos tributários e previdenciários e retenções fiscais de empresas terceirizadas, além da ocorrência de transferências e saques apontados na representação como atípicos.

Como o prefeito de Rondonópolis foi citado diretamente entre os fatos apresentados, o MPF determinou ainda o envio de uma cópia do procedimento à Procuradoria Regional da República da 1ª Região, em Brasília, para que seja feita a análise sob eventual perspectiva criminal.

A abertura dos procedimentos não significa que as irregularidades estejam comprovadas. As informações apresentadas na representação serão submetidas à análise dos órgãos responsáveis, que deverão verificar a documentação e as circunstâncias das contratações antes de qualquer conclusão sobre eventuais responsabilidades.

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