R$ 2 MILHÕES

Corollas no lugar de remédios: prefeitura retira milhões da Saúde para sorteio de carros

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Depois de ter barrada pelo Tribunal de Contas a tentativa de usar recursos da educação, a Prefeitura de Rondonópolis decidiu buscar dinheiro na Saúde para manter um programa de premiação que prevê o sorteio de 12 veículos Toyota Corolla zero quilômetro entre professores da rede municipal. A medida retira R$ 2,06 milhões diretamente do Fundo Municipal de Saúde para financiar a iniciativa.

O programa, intitulado “Educa Roo – Excelência em Sala de Aula”, havia sido inicialmente estruturado com recursos do Fundeb. No entanto, em decisão liminar proferida em 4 de dezembro de 2025, o conselheiro José Carlos Novelli, do TCE-MT, considerou a despesa irregular, ao afirmar que o sorteio de automóveis não possui relação direta com as finalidades educacionais e se enquadra como gasto de natureza assistencial, o que é vedado pela Constituição e pela Lei Federal nº 14.113/2020.

A representação foi apresentada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur), que também apontou critérios considerados discriminatórios no edital, além de possível afronta aos princípios da legalidade orçamentária, moralidade e impessoalidade.

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Após o bloqueio do uso de recursos da educação, o prefeito Cláudio Ferreira (PL) encaminhou à Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 472/2025, aprovado em regime de urgência. A proposta abriu crédito especial de R$ 2,36 milhões no orçamento, sendo R$ 2,06 milhões remanejados da dotação “Obras e Instalações” da Secretaria Municipal de Saúde e outros R$ 300 mil de diferentes pastas.

A iniciativa foi formalizada na Lei Municipal nº 14.480/2025. Pelo texto, apenas professores regentes que atuaram durante todo o ano letivo de 2025 poderão participar do sorteio. Estão fora da disputa coordenadores pedagógicos, gestores, técnicos administrativos e profissionais readaptados por motivos de saúde.

Também ficam impedidos de concorrer servidores com menos de 75% de frequência, que tenham sofrido penalidades administrativas ou que estejam afastados da sala de aula, ainda que por razões legais, como licença médica.

A mudança da fonte de recursos provocou reação imediata de representantes da educação e da saúde. Em nota, o Sispmur classificou a iniciativa como “uma loteria institucional financiada com dinheiro da saúde” e afirmou que pretende levar novamente o caso ao Tribunal de Contas.

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Até o momento, o prefeito não explicou por que optou pela aquisição de veículos modelo Corolla, avaliados em mais de R$ 190 mil cada, nem detalhou os critérios técnicos para a retirada de recursos de uma área considerada essencial.

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Política MT

Max Russi articula com Sefaz alternativas a multas e taxas que atingem contribuintes em MT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Pode), iniciou uma articulação junto à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para discutir alternativas a multas e taxas aplicadas aos contribuintes mato-grossenses. O tema foi debatido em reunião realizada na quinta-feira (13), na sede da pasta, em Cuiabá.

Participaram da reunião o secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta; o secretário adjunto da Receita Pública, Lucas Elmo Pinheiro Filho; a contadora Claudia Flor Carrijo Jovano; e o presidente do Sindipetróleo-MT, Claudyson Martins Alves.

A multa do sistema TEF

Entre os pontos apresentados está a multa aplicada aos contribuintes que, por problemas técnicos, deixam de informar na nota fiscal as obrigações relacionadas ao sistema de Transferência Eletrônica de Fundos (TEF). Atualmente, a penalidade é fixada em 100 UPF-MT por mês, independentemente do faturamento, do porte da empresa ou da quantidade de notas fiscais emitidas no período.

Com base na atualização vigente neste ano, cada UPF-MT custa R$ 260,10 — ou seja, 100 UPF-MT correspondem a R$ 26.010.

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A proposta levada à Sefaz é que sejam estudadas alternativas para tornar a penalidade mais proporcional à realidade de cada contribuinte, considerando critérios como o faturamento da empresa. A discussão ainda está em fase inicial e não há definição sobre eventuais mudanças.

“Foi uma primeira conversa para apresentarmos essas situações e buscarmos, junto à Sefaz, alternativas que sejam mais equilibradas para os contribuintes. Sabemos da importância do cumprimento das obrigações fiscais, mas também precisamos avaliar casos em que uma penalidade fixa pode ter impactos muito diferentes para uma pequena empresa e para um empreendimento de maior porte”, afirmou Max Russi.

“Nosso objetivo é construir esse diálogo e encontrar soluções que preservem a responsabilidade fiscal sem penalizar de forma desproporcional quem trabalha e gera emprego e renda em Mato Grosso”, acrescentou.

Taxa de retificação da EFD

Outro assunto discutido foi a cobrança para a retificação da Escrituração Fiscal Digital (EFD). Atualmente, o contribuinte precisa pagar uma taxa correspondente a 1 UPF-MT por mês retificado. Durante a reunião, foi solicitada à Sefaz a análise de alternativas para essa cobrança.Uma das possibilidades em estudo pela pasta é considerar a classificação dos contribuintes de acordo com o histórico de regularidade fiscal, permitindo que aqueles considerados bons pagadores possam, eventualmente, ter tratamento diferenciado na cobrança da taxa.

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Próximos passosAs propostas ainda serão analisadas pela equipe técnica da Sefaz. A reunião marcou o início das tratativas sobre o tema, que deverá continuar sendo discutido entre a Assembleia Legislativa, a pasta e representantes dos contribuintes.

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